sexta-feira, 2 de julho de 2021




 Amor próprio


Não aceito pouco amor...

Só aceito se vier por inteiro,

Não me peça em tom corriqueiro,

que eu me entregue sem pudor.

e depois vire para o lado...

Como se nada tivesse acontecido,

apenas um vislumbre do calor sentido,

enchendo meu corpo de torpor.


Deixe-me, se não for recíproco!

Não tente enganar meu coração,

Que já sofreu um quinhão,

Somente por amar demais...

e nos seus olhos eu percebo, vejo,

fogo que arde de desejo,

mas que também sente medo,

de à essa paixão se entregar.


Vou pedir ao mar,

e se precisar à Iemanjá,

o meu coração que você jogou lá.

deixando-me entregue à desilusão.

não me faça sonhar,

nem acreditar,

contando os dias na minha solidão.


Volto à realidade!

Corto as  asas da imaginação!

Como foi doce a ilusão!

No instante em que durou...

Ela se foi com a madrugada,

E amanheceu renovada,

Pronta para um novo recomeço.


Estrela Giffoni


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