Amor próprio
Não aceito pouco amor...
Só aceito se vier por inteiro,
Não me peça em tom corriqueiro,
que eu me entregue sem pudor.
e depois vire para o lado...
Como se nada tivesse acontecido,
apenas um vislumbre do calor sentido,
enchendo meu corpo de torpor.
Deixe-me, se não for recíproco!
Não tente enganar meu coração,
Que já sofreu um quinhão,
Somente por amar demais...
e nos seus olhos eu percebo, vejo,
fogo que arde de desejo,
mas que também sente medo,
de à essa paixão se entregar.
Vou pedir ao mar,
e se precisar à Iemanjá,
o meu coração que você jogou lá.
deixando-me entregue à desilusão.
não me faça sonhar,
nem acreditar,
contando os dias na minha solidão.
Volto à realidade!
Corto as asas da imaginação!
Como foi doce a ilusão!
No instante em que durou...
Ela se foi com a madrugada,
E amanheceu renovada,
Pronta para um novo recomeço.
Estrela Giffoni

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